Relatório de assessores jurídicos divulgado pela varejista no início da semana culpa diretoria anterior pela fraude. O relatório foi elaborado com base em documentos entregues pelo comitê de investigação independente instituído na empresa.
Segundo o relatório, a fraude inflou o resultado da empresa em R$ 25,3 bilhões ao longo do tempo. Além disso, a dívida financeira bruta foi reduzida artificialmente em R$ 20,6 bilhões.
Foram identificados contratos artificiais de incentivos comerciais, criados para melhorar o resultado. A soma total desses contratos era de R$ 21,7 bilhões até 30 de setembro de 2022. Eles entravam como redutores de custo com fornecedores nos balanços, mas na realidade não existiam.
A empresa também contratou bilhões em financiamentos, mas contabilizou essas dívidas de forma incorreta nos balanços. Foram R$ 18,4 bilhões em operações de risco sacado e R$ 2,2 bilhões em financiamento de capital de giro, segundo números preliminares ainda não auditados.
Também foram identificados outros R$ 3,6 bilhões lançados como redutores da conta de fornecedores oriundos de juros sobre operações financeiras.
